Amor ou Ego


Quando a gente é criança nos ensinam sobre o que é amor e por muitas vezes confundimos o amor ao excesso de domínio por proteção. Não é?

Ou nos ensinam que o amor é ser independente nos fazendo associar que só podemos ser felizes sozinhos, não é?

A maior superação é conseguir entender quem do casal, ou do grupo daquelas pessoas gostam de estar com elas ou com seus amigos e viver o que chamam de vida para voltar para a sua família.

Até estar junto com a sua família nesse momento, todos felizes.

Ou quem gosta de andar colado com o outro o tempo todo, sem espaço para novos momentos, novos amigos, novas situações ou novas experiências, mas volta pra casa feliz acreditando que o amor é isso.

Com o tempo, quem esteve muito distante, por amigos, por trabalho, por solidão ou por individualidade extrema, faz com que o relacionamento finde, pois são duas pessoas, e elas estão em constante evolução.

Também com o tempo, quem estava junto o tempo todo acaba por limitar o “eu” de alguém que se achava feliz por viver esse chamado “amor”

As cobranças entre o excesso do valor do preço e o valor do momento fica notório e sem equilíbrio, o fim é inevitável.

Chegamos em um momento da vida em que estamos tão presos no ego, que o amor verdadeiro anulou-se.

O amor virou Ego.

Quando um vê no outro uma deficiência emocional ou profissional ou psicológica, isso vira motivo de julgamentos agressivos, culpas e faltas.

Mais uma vez essa parte da humanidade, onde me incluo, está com deficiência em amar o outro com suas deficiências e amar inclusive pela falta de superação delas (o padrão) para saber a hora de escolher superar com elas ou simplesmente assumir que não consegue, que ali é o limite.

Ficamos, em sua maioria, presos em relacionamentos onde um é sempre mais do que o outro ou os dois são completamente sozinhos, mesmo juntos.

Eu me pergunto aonde está o equilíbrio e como encontrar esse equilíbrio?

Será que o amor incondicional virou amor possessivo? Foi isso que nossos pais nos ensinaram, ou foi a sociedade? Será que isso também é padrão?

Ou será que esse amor é mesmo aquele que está ali para evoluir seja lá qual obstáculo surgir.

As coisas mudaram tanto que as pessoas dão valor ao preço, onde compra e joga fora ou compra pra ficar ali até a morte, mesmo que quebre. (Apego).

O valor do momento, o que registra qualidade, daquilo que se vive com amor, inclusive, com o que dinheiro pode comprar é natural. Mas, não só.

Mas, amar e somente amar, sem qualidade e sem o que o dinheiro pode comprar também é um problema.

O que vocês acham?

As novas gerações podiam ser ensinadas na escola e em casa que o amor é algo que evolui, que traz felicidade, que nos deixa melhores para nós e por consequência para os outros e que para isso acontecer a gente precisa saber o que é felicidade para nós e respeitar a felicidade do outro.

Então, ninguém é infeliz!

Os relacionamentos seriam uma troca de amor e não de ego.

Os relacionamentos seriam equilíbrio e não quem é ou tem mais.

Os relacionamentos seriam como a mãe ama seu filho.

Sabe que ele está ali, mas que um dia ele vai querer viver as suas experiências e sempre vai voltar pra casa, mas não precisa morar pra sempre na casa da mãe.

Só se eles forem felizes assim, porque respeitam quem são e não seus próprios egos.

Te amo mãe!
Te amo filha!
Te amo pai!
Te amo amigos!
Te amo Davi!
Te amo todos vocês que passaram por mim, deixando só o ensinamento do que é o verdadeiro amor.

E não ego.
O ego pode ser bom, mas pode matar.

Se conheçam, busquem se conhecer.

C.z

Nos estamos aqui para sermos felizes.

Viemos e vamos para o mesmo lugar.

Se amem e serão amados.

Desenho: filha

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