O que você está fazendo aqui nesse mundo? Você sabe?

03.04.2018

Tô aqui sentada ouvindo uma palestra sobre empregabilidade.

Esse assunto me remeteu a várias reflexões.
Vou partilhar com vocês um a um ao longo da semana. Ok?

Andréia Mota só lembrei de você.
Nossa.. Quanta emoção nos últimos dias.

Quanta solução interna e satisfação e me ver e entender um pouco mais do curso de tudo até aqui.

1 – Propósito e missão – Como saber o seu e através de quais recursos.
2 – Críticas – Elas existem e sempre existirão. Como lidar com elas e como acreditar em você apesar delas.
3 – Seus sócios – Aqueles que acreditam no que você acredita, aqueles que te usam ou aqueles que estarão com você até o “inferno”, até mesmo quando você deixa de acreditar, aqueles que têm o mesmo propósito que você e não sabem ou não tem coragem e até os que não sabem que tem o mesmo propósito que o seu.
4 – A importância não só de ouvir mais do que falar, mas como saber ouvir e falar.
5 – Empreender a sua idéia – Qual é o seu por que?

Eu pensei em falar sobre o primeiro item – Propósito e missão.
Mas, esse item, eu aprendi primeiro que tudo, afinal é o que vai comandar a sua ação, seus próximos passos. Eu pulei esse porque o que me bloqueou muito e quase paralisou até aqui não foi não saber sobre o porquê, e sim, o que eu ouviria, ouço e ouvirei eternamente enquanto viver… Críticas.

Nosso assunto de hoje – item 2 – Crítica.

Eu sempre quis ajudar pessoas. Lembra que eu queria ser presidente…kkkk…
Mas eu achava que ajudar era só receber elogio.

Eu mudei de direção – ao invés de presidente, eu escolhi ser artista.
No início, sendo bem específica, eu comecei na música e pensei que era o caminho da minha vida. Eu amava o palco e o que eu podia fazer com as pessoas e para as pessoas quando estava ali.
Para mim, quanto mais eu fosse vista, conhecida e aplaudida, melhor seria para ser influente em ajudar pessoas.
Não fiquei muito tempo na música porque achei que não tinha conhecimento suficiente, equilíbrio para dizer os “nãos” que poderia ter que dizer ou até os “sims”.
Mas, cantar era a minha grande paixão. E ainda é.
Entrei em um grupo musical aos 18 anos, fui ser banking vocal… Saí. Além de minha mãe dizer que não era caminho pra mim, logo eu fui empregada na empresa C&A modas Ltda.

E imaginem!!! Sabe qual foi a minha formação inicial? magistério. Eu amava ensinar, mas não queria ficar presa dentro de uma sala de aula. O que eu tinha dentro de mim era muito maior. Eu queria falar pra mais gente.

Eu pensei:
Pra chegar na música, vou ser atriz. Após o reconhecimento eu poderei ir além e chegar aonde eu sempre quis. Ajudar mais pessoas ainda. Só ainda não entendia o que me fazia querer muito ajudar.

Entrei na faculdade de Artes cênicas.
Ahhhhh… Que maravilhoso!!! Vocês podem pensar que senti assim.
Não. Assim que entrei na sala vi meninas lindas, sorridentes, cheias de ego aflorado, querendo falar mais que o professor, mostrar suas habilidades e requisitos para o próximo papel da novela na rede globo. Ser atriz era algo muito diferente do que eu via ali. Era mais transformação para o outro do que ego para si.

Genteeeee… Aquilo foi uma “facada”. Eu queria sair correndo. Quando eu cantava, fechava os olhos e sentia a emoção e passava.
Mas, lembrei que aquele caminho eu precisava para ser mais e chegar aonde queria.

Foi outra parte da minha história bem dura.
Vieram as críticas.

Mas o problema não foi o que ouvi naquele momento. O problema foi o que ouvi sobre mim desde que nasci.

Tava tão impregnado no meu inconsciente que tudo a partir da minha vida adulta parecia real.

Juro! Não tô aqui para “culpar” os meus pais e educadores, afinal, eles me deram o melhor que tinham. Tô aqui pra dizer a importância de equilíbrio emocional na hora de transpor conhecimento, regras e “nãos”. Deve haver amor e muita comunicação.

Eu ouvi dos professores; dos amigos, da familia e até dos diretores.

Você não nasceu pra isso.
Esquece isso, arruma um trabalho normal.
Essa profissão é a sua saída.
Você não é dada… gostosa… rica e nem conhece ninguém.
Você é bem fraquinha.
É melhor você produzir.

Nossa… Era tudo que eu pensava de mim enquanto estava ali e ouvindo aquelas pessoas.

Cada um que falava sobre a minha falta de maturidade profissional era a voz dos meus pais, irmãos e até alguns amiguinhos que gostavam de fazer bullying na escola.

Me sentia naqueles momentos como acreditava ser, mas esse acreditar era tão inconsciente que eu não tinha noção do que me fazia.

Lesada
Burrinha tadinha
Sonhadora
Vive no mundo fantástico de Bob – vocês lembram desse desenho?
Carla você é lenta. Seja mais ágil.
Cheia de traumas.
Magrela.
Sorriso com grade – Eu usava aparelho fixo mesa época.
Jéca
Esforçada mas…

Enfim, como ser artista e acreditar que eu era tudo isso?
Como ser artista e não saber ouvir críticas sobre o profissional que eu devia aperfeiçoar dia a dia e ser boa naquilo para chamar atenção?

Eu fui ficando sentindo as dores, mas o que me impulsionava todo dia… Naquele primeiro momento, era mostrar pro mundo que eu não era o que falavam de mim.

Eu pensava, como as pessoas não veem quem eu sou? Porque elas não percebem que quero ser melhor do que sou?

Uma oportunidade e eu fico melhor do que entrei. Eles vão ver só.

Me formei aos trancos e barrancos, porque nessa época eu engravidei da minha filha.

E aí, vieram críticas diferentes.

Você agora é mãe.
Esquece isso.
Vai estragar sua família por causa de um sonho que não vai acontecer?
Você está trocando sua família por fama.

Enfim… A segunda parte eu falo pra vocês amanhã.

A continuação está no link SUPERAÇÃO
Afinal, é um tema bem grande e desejo esmiuçar cada detalhe para vocês.

Bjcas

C.z

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